Calema, Sara Correia, NAPA e Karetus brilham na oitava edição dos PLAY

O cenário musical português ganhou novo brilho com a realização dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa, que decorreu na noite de 23 de abril no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. A oitava edição do evento confirmou-se como um marco essencial do panorama artístico nacional, reconhecendo figuras que têm deixado marca profunda junto do público e da indústria.
Calema consolidam posição de topo
Os Calema voltaram a impor-se como Melhor Grupo, reafirmando um percurso repleto de sucessos consecutivos. A conquista desta distinção não apenas reflete o momento particularmente forte que vivem, mas também a ligação sólida que mantêm com a sua base de fãs, demonstrada pela repetição da vitória nesta categoria.
Os números falam por si: a dupla colocou dez temas no top 200 do Spotify em Portugal e conseguiu quatro canções no ranking de airplay nacional. Nas plataformas digitais, ultrapassam já os seis milhões de seguidores, testemunho da amplitude do seu impacto.
O destaque do percurso recente inclui a marca histórica de 2025, quando se tornaram os primeiros artistas lusófonos a lotarem completamente o Estádio da Luz. Agora, preparam um novo espetáculo memorável: uma apresentação marcada para 7 de junho no Estádio de Braga, sinalizando que a sua trajetória ascendente longe está de desacelerar.
Sara Correia reafirma-se como voz essencial
Sara Correia recebeu o prémio de Melhor Artista Feminina, reconhecimento que chega após um período extraordinariamente produtivo. A artista tem-se consolidado como uma das vozes mais significativas da música portuguesa contemporânea.
O ano transato foi marcado por uma sequência de conquistas impressionante: dezenas de atuações em Portugal e internacionalmente, diante de multidões consideráveis, e o anúncio da sua estreia na MEO Arena — um espetáculo que esgotou os bilhetes três meses antes do agendado. Complementam este trajeto certificações discográficas de relevo: Tripla Platina para "Que o Amor Te Salve Nesta Noite Escura" em parceria com Pedro Abrunhosa, Dupla Platina para "Respirar" com os Calema, e Platina para "Quero é Viver".
A artista mantém-se também como figura regular no ecrã televisivo, atuando como mentora no programa The Voice Portugal, consolidando assim o seu lugar entre as personalidades mais queridas do cenário musical português.
NAPA e Karetus em foco
Os NAPA foram distinguidos como Artista Revelação de 2025, prémio que reconhece o crescimento notável da banda e antecipa um futuro promissor. O grupo marcou presença internacional ao ser responsável pela canção mais ouvida da Eurovisão em 2025, posicionando-se na vanguarda de uma nova geração de criadores portugueses com alcance transnacional.
Os Karetus conquistaram o prémio de Melhor Videoclipe pelo trabalho em "Moleirinha", uma produção que reúne colaborações de Conan Osíris, Isabel Silvestre, as Vozes de Manhouce e Júlio Pereira. Reconhecidos pela sua vitalidade e inovação, continuam a distinguir-se pela forma como integram som e imagem, construindo propostas artísticas integrais que expandem as fronteiras da eletrónica nacional.
Uma noite de celebração plural
A gala, apresentada por Filomena Cautela, Alexandre Guimarães e Teresa Oliveira, distribuiu prémios por 14 categorias diferentes, ilustrando a multiplicidade e o dinamismo da criação musical portuguesa.
Entre outros vencedores, destacam-se Plutonio (Melhor Artista Masculino), Carminho (Melhor Álbum Fado), Mizzy Miles (Melhor Álbum) e Jorge Palma, que recebeu o Prémio Carreira.
A relação completa de premiados inclui ainda:
- Melhor Canção Ligeira e Popular: "Oh Clementina" – Khiaro, Luís Fialho e Marotos da Concertina
- Prémio Lusofonia: "Vaitimbora" – Mari Froes x Trinix
- Melhor Álbum Jazz: "Aperture" – João Barradas
- Melhor Álbum Música Clássica/Erudita: "Kokyuu" – Luís Tinoco
- Prémio da Crítica: "Viva La Muerte" – Mão Morta
- Vodafone Canção do Ano: "Pôr do Sol" – Vizinhos



