sábado, 18 de julho de 2026

Carolina Deslandes abre o jogo sobre confrontos na adolescência: "Saía à porrada com quem me tocava sem permissão"

18 de maio de 2026
Carolina Deslandes
Carolina Deslandes

Carolina Deslandes sentou-se para uma conversa no podcast 'Não Mandas em Mim', apresentado por Inês Lopes Gonçalves, acompanhada por Martim Sousa Tavares. Os dois amigos da infância aproveitaram o momento para relembrar a sua longa amizade.

Mas foi durante esse bate-papo que a cantora decidiu partilhar histórias pessoais sobre a sua adolescência e primeiros anos de vida adulta. Entre os tópicos abordados, surgiu também o tema do assédio que enfrentou em diversos contextos, tanto em espaços de lazer como profissionais.

Ao falar sobre o seu temperamento mais explosivo nessa altura da vida, Carolina Deslandes não hesitou em descrever como reagia a comportamentos que considerava inadequados. A resposta era quase sempre imediata e sem filtros.

"Eu fui expulsa de quase todas as discotecas onde fui por bater em homens que me apalparam o rabo, mas literalmente quase todas", desabafou a artista.

Segundo a sua perspetiva, sempre que enfrentava atitudes invasivas dirigidas a si própria ou às suas amigas, a solução passava pelo confronto direto.

O episódio no Chiado que a marcou

A conversa tomou um rumo ainda mais pessoal quando Carolina Deslandes recordou uma experiência profissional que viveu aos 18 anos. Nessa altura, tinha entrado na universidade, mas rapidamente percebeu que aquele caminho não era para ela.

A decisão de abandonar o curso gerou uma negociação com a mãe. "Entrei para a Universidade e não gostei, quis sair e a minha mãe disse que eu só saía se tivesse um trabalho", explicou.

Foi assim que a cantora começou a trabalhar num restaurante localizado no Chiado, em Lisboa. Essa experiência profissional ficaria marcada por um momento particularmente desconfortável.

Um cliente tocou-lhe de forma inapropriada enquanto ela trabalhava. O que deveria ter sido um momento em que a chefia a apoiasse transformou-se numa situação ainda mais frustrante. O seu gerente, em vez de repreender o cliente, questionou as suas escolhas de vestuário.

"Levei um apalpão de um cliente e o meu gerente disse: 'Quem é que te mandou vir de leggings?'", recordou com amargura.

A situação piorou quando se apercebeu que outras pessoas à sua volta pareciam concordar com a perspetiva do gerente. "Lembro-me de toda a gente concordar (…) e eu pensar: devem andar a brincar comigo", confessou.

Refletindo sobre como processava estas situações naquela fase da vida, Carolina Deslandes reconheceu que optava frequentemente pela agressão física como forma de resposta. Para ela, era a única solução que tinha disponível na altura.

"Como achei que era a solução que tinha, eu batia bastante nos homens que faziam isso. A mim, às minhas amigas, já batíamos em toda a gente", admitiu com uma certa resignação sobre quem era na juventude.

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