Participante de "Casados à Primeira Vista" abre o coração sobre perda devastadora vivida aos 39 anos

A participação de Quinita em "Casados à Primeira Vista", da SIC, despertou memórias de um dos momentos mais traumáticos da sua vida. Dois décadas e meia atrás, a atual noiva de Carlos viu seu mundo desabar quando o seu então marido faleceu subitamente num acidente de motocicleta.
Durante uma conversa no programa Júlia, Quinita regressou ao passado e falou sobre o relacionamento com Zé. Nos primeiros tempos, tudo corria bem, mas a dinâmica do casal começou a sofrer mudanças significativas.
"Tivemos um bom casamento durante algum tempo. Depois, as coisas começaram a piorar por causa do álcool. Mais uma vez, era eu quem sofria", explicou a concorrente, mencionando que o marido tinha uma vida muito agitada e envolvida no universo das motas, o que resultava em ausências prolongadas.
O dia que tudo mudou
O acontecimento que marcou o ponto de viragem permanece gravado na memória com nitidez. Numa manhã como tantas outras, Zé saiu para encontrar-se com amigos, mas o que se seguiu foi trágico.
"Perdeu o controlo da mota numa curva e embateu num sinal. O ferimento visível era apenas um corte no rosto, mas foi fatal porque atingiu a aorta. Morreu no local", partilhou.
A forma como soube da notícia foi marcada pela incredulidade. Inicialmente, pensou que se tratava de mais um susto, até chegar ao hospital e confrontar-se com a realidade. "Disseram-me: 'Temos uma notícia muito triste para lhe dar. O seu marido chegou sem vida'. Nesse instante, perdi os sentidos", recordou.
Com apenas 39 anos, Quinita tornou-se viúva e ficou sozinha na responsabilidade de duas filhas menores — uma com 14 anos e outra com apenas seis. Enfrentou um período extremamente desafiante, incluindo internamentos e uma luta constante para processar o luto.
Nessa fase complicada, foi a irmã Bela quem se tornou fundamental na recuperação. "Foi a minha mão direita. Não tenho a certeza de que teria conseguido sair daquilo tudo sem ela", reconheceu.
Quinita descreveu momentos de negação intensa, durante os quais tinha dificuldade em aceitar que o marido tinha partido, situação que exigiu suporte médico e psicológico especializado.
Gradualmente, com o passar do tempo, conseguiu reconstruir-se. As filhas foram a força motriz principal nessa jornada. "Compreendi que não podia estar sempre a chorar. Elas precisavam de mim. Já tinham perdido o pai, não podiam perder a mãe também", salientou.
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