sábado, 18 de julho de 2026

Livro de Pedro Chagas Freitas vira fenómeno: edição especial desaparece das prateleiras em menos de um dia

20 de maio de 2026
Pedro Chagas Freitas
Pedro Chagas Freitas

"Benjamim e os dias cheios de nada" já se revela como um sucesso editorial antes mesmo de chegar às prateleiras das livrarias. A edição especial da obra de Pedro Chagas Freitas desapareceu do mercado em menos de 24 horas, deixando o setor de surpresa e sinalizando uma procura excepcional junto do público leitor.

Comovido com a reação imediata, Pedro Chagas Freitas dirigiu-se aos seus leitores com palavras profundas e sinceras. "Estou sem palavras. Este é o livro mais íntimo que escrevi, o mais difícil, até. Obrigou-me a percorrer estradas emocionais onde não tinha conseguido passar", começou por revelar.

O escritor prosseguiu a sua reflexão, abordando temas delicados que marcam a obra: "Há guerras que continuam dentro de nós muito depois de os médicos dizerem que acabou. Há um pós-guerra invisível nas famílias que sobrevivem à doença. É uma fragilidade permanente. Pode muito bem ser o medo transformado em hábito".

Mergulhando mais fundo no significado do projeto literário, Chagas Freitas explicou o propósito central da sua criação: "Acho que este livro é isso: a tentativa de compreender o que sobra de uma pessoa, de muitas pessoas, depois do medo absoluto. É comovente sentir que há quem esteja disposto a entrar comigo nessa viagem, é arrepiante sentir que há pessoas capazes de sentir assim um livro que fala de amor, de humor, de medo, de trauma, de alegria, de exaustão, da tentativa de continuar humano num planeta cada vez mais duro".

Encerrando a sua mensagem com gratidão genuína, o autor afirmou: "Obrigado por me abraçarem assim".

Compare options