Pedro Chagas Freitas faz crítica mordaz sobre lambebotismo: "Chumbei com estrondo"

Numa publicação no Instagram, Pedro Chagas Freitas abriu o coração sobre um aspecto particular da sua personalidade: a dificuldade em praticar lambebotismo. "Nunca fui bom aluno a lambebotismo. Chumbei com estrondo", confessou o criador, deixando claro que esta nunca foi uma competência sua.
O escritor foi mais além na sua análise, explicando o que isto significa na prática. Segundo ele, nunca conseguiu dominar "a arte de dizer o que querem ouvir, de elogiar sem acreditar, de sorrir sem saber porquê, de dobrar a coluna para ser colunável". Uma descrição que resume bem a sua posição sobre este tipo de comportamento.
A reflexão de Chagas Freitas não fica por aqui. Ele questiona o papel da educação formal nesta dinâmica: "A escola ensinou-me muitas coisas úteis, muitas coisas inúteis; não me conseguiu ensinar essa. O problema é que é essa a mais rentável de todas." Uma crítica que aponta para um paradoxo do sistema: aquilo que realmente compensa aprender não é ensinado nas salas de aula.
O pensador português vai ainda mais longe na sua argumentação, identificando uma verdade incómoda sobre o sucesso: "Os melhores não são os que sabem mais; são os que sabem agradar mais." Uma frase que questiona os critérios pelos quais julgamos quem merece prosperar.
A sua análise continua com uma observação sobre como certos comportamentos conseguem passar despercebidos: "A mediocridade disfarça-se bem quando se veste de obediência." Isto leva-o a uma conclusão ainda mais provocatória sobre o que significa ser bem-sucedido socialmente.
Segundo Chagas Freitas, "Ser um bom aluno, um bom funcionário, uma pessoa aceite, significa muitas vezes ser um bom submisso." Uma afirmação que questiona o preço que pagamos pela aceitação social e pelo reconhecimento profissional.
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