sábado, 18 de julho de 2026

Filipa Pinto abre o coração sobre saúde mental: "Procurei sempre ajuda"

1 de maio de 2026
Filipa Pinto
Filipa Pinto

Filipa Pinto marcou presença no programa Alta Definição da SIC, onde conversou intimamente com Daniel Oliveira sobre momentos decisivos da sua vida pessoal.

A atriz mergulhou nas recordações da adolescência para descrever uma jornada pessoal desafiante. O primeiro desgosto amoroso, vivido aos 15 anos, tornou-se um ponto crítico que a levou a um processo profundo de autoconhecimento e marcou o início da sua procura por apoio psicológico.

Já passados alguns anos, quando completou 24 anos, chegou o diagnóstico de perturbação obsessivo-compulsiva. Para Filipa, este momento representou muito mais do que uma simples confirmação clínica. "Ter o diagnóstico final, para mim, foi um grande alívio, porque foi um 'ok, isto acontece, isto existe, aquilo que eu sinto tem uma associação, tem uma justificação, há sintomas, não sou única, não estou sozinha, há um tratamento, portanto há solução'", explicou a atriz, sublinhando como compreender e identificar os sintomas se revelou fundamental.

Durante o programa, Filipa refletiu também sobre a sua relação inicial com a medicação e como conseguiu integrar gradualmente esta componente no seu plano de tratamento. A aceitação trouxe-lhe mais equilíbrio e uma presença mais forte no quotidiano. A atriz insistiu na importância de pedir ajuda e de ultrapassar os preconceitos que envolvem as questões de saúde mental: "Eu nunca recusei ajuda; pelo contrário, sempre procurei. Primeiro aos meus amigos, depois à família, depois, se eu precisasse de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica, eu avançava. Eu só não queria estar sozinha".

Num tom mais nostálgico, Filipa recordou momentos da infância, focando-se especialmente na ligação que tinha com a irmã e com a avó, que faleceu quando tinha 25 anos: "Não havia uma pessoa que não gostasse dela".

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