sábado, 18 de julho de 2026

Ângelo Rodrigues revela detalhes de aventura de risco na Mauritânia

23 de abril de 2026
Ângelo Rodrigues
Ângelo Rodrigues

Ângelo Rodrigues visitou o espaço da tarde da SIC esta quinta-feira, 23 de abril, para conversar com Júlia Pinheiro sobre diferentes momentos da sua carreira e o reconhecimento que conquistou no Brasil. Durante a conversa, o ator recordou uma experiência marcante que viveu em 2024, repleta de momentos de tensão e adrenalina.

A apresentadora questionou o ator sobre uma viagem particularmente ousada: "Achei uma loucura, que é a da Mauritânia. Como é que uma pessoa se mete em cima de um comboio durante 18 horas, de forma clandestina?" Rodrigues explicou então as razões que o levaram a escolher este destino para a sua aventura.

"A Mauritânia fica a quatro horas daqui, é o maior exportador de ferro de África. Uma das formas de subsistência que têm é de ir buscar peixe a uma outra cidade, através de um comboio de 250 vagões cheios de ferro. E eu venho de uma família ligada ao mar, o meu avó pescava o peixe e a minha avó ia vender. E, neste país que é deserto, agradou-me a ideia de perceber como é que eles arranjavam peixe", partilhou o ator.

A jornada integrava-se num projeto de documentário que Rodrigues tinha estado a planear durante vários anos, mas que enfrentou obstáculos significativos quando chegou à realidade do terreno. "Fiz uma pesquisa extensa ao longo dos anos. Eu já andava a namorar esta ideia há muito tempo. Queríamos fazer a viagem pela adrenalina, mas também para documentar. Neste país, tive problemas em quase todos os lugares onde quis filmar. É um país muito fundamentalista com a religião", confessou.

Os desafios multiplicaram-se ao longo de toda a permanência, com as populações locais a recusarem participação e as autoridades a intervirem constantemente. "As pessoas que queríamos filmar fugiam sempre de nós. Passámos as três semanas desta viagem sempre na dúvida. Não sabemos bem a resposta, mas acho que tem que ver com a ideia do imperialismo americano, eles podem achar que somos espiões", revelou Rodrigues.

O ator prosseguiu descrevendo as dificuldades encontradas nos vários locais que pretendia registar em imagem. "Escolhi os locais onde queria filmar, para além deste comboio queria filmar na cidade portuária e noutros lugares. A todos os lugares onde eu chegava, era uma questão de minutos até chegar a polícia. E pediam sempre a permissão, mas tentava dar a volta. Ainda assim, eram completamente inflexíveis. Fomos parados pela polícia cinco ou seis vezes", concluiu.

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