sábado, 18 de julho de 2026

Iva Domingues traz à tona realidades do passado das mulheres em Portugal

26 de abril de 2026
Iva Domingues
Iva Domingues

No sábado, Iva Domingues decidiu usar o Instagram para homenagear o 25 de Abril, mas com um propósito educativo: resgatar do esquecimento as dificuldades que as mulheres portuguesas enfrentavam antes da Revolução. Com o tom de quem revisita matéria importante, a apresentadora da TVI lembrou aos seguidores as barreiras que existiam.

Na esfera da "vida civil e familiar", a situação era particularmente restritiva. O marido detinha legalmente o estatuto de "chefe de família", enquanto a mulher necessitava da sua autorização para trabalhar, criar uma conta bancária, celebrar contratos ou até sair do país. Eram limitações que tocavam aspetos fundamentais da autonomia pessoal.

O mercado de trabalho também era um terreno árido para as mulheres. Inúmeras profissões permaneciam completamente fechadas ou sujeitas a condições especiais. Os salários oferecidos eram sistematicamente mais reduzidos, e certas funções públicas lhes eram simplesmente vedadas. Um cenário de desigualdade profunda.

Na política, a situação era ainda mais desalentadora. O direito de voto era severamente limitado, dependendo de fatores como o nível educacional e outras condições, tornando-se praticamente inacessível para a maioria das mulheres. Quanto à educação, o acesso ao ensino superior era desigual, enquanto a sociedade as pressionava fortemente para abraçarem o papel tradicional de esposa e mãe.

Temas delicados como corpo e sexualidade também eram rigidamente controlados. O aborto era completamente proibido, os métodos contracetivos eram extremamente limitados e socialmente condenados, e a educação sexual era praticamente inexistente. A repressão estendia-se ainda a punições criminais em questões de comportamento e sexualidade.

Iva Domingues concluiu a sua reflexão histórica com uma síntese clara: antes de 1974, as mulheres em Portugal dispunham de uma autonomia legal mínima, dependiam das decisões dos maridos em questões elementares, enfrentavam punições criminais em áreas relacionadas com a sexualidade e o comportamento, e eram completamente afastadas da participação política e profissional. Uma realidade que contrasta profundamente com os direitos que hoje desfrutam.

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