sábado, 18 de julho de 2026

Maria Botelho Moniz recorda com emoção o pai que não viu seu maior sucesso na televisão

25 de abril de 2026
Maria Botelho Moniz
Maria Botelho Moniz

Maria Botelho Moniz vive um momento extraordinário na carreira e demonstra todo o orgulho pelas conquistas alcançadas até agora. Mas há um vazio que persiste: o pai não pôde testemunhar seus maiores triunfos profissionais no mundo televisivo. Durante conversa no podcast "Não Sei Ser" com Joana Gama, a apresentadora abriu o coração sobre essa ausência.

Ao relembrar os primeiros passos rumo ao universo artístico, Maria Botelho Moniz revelou a resistência inicial enfrentada em casa. "Sempre quis ser atriz, mas para o meu pai, ser atriz significava ser corista num teatro qualquer. Ele era dez anos mais velho que a minha mãe, muito suíço, com mentalidade mais rígida e conservadora. Minha mãe tinha uma visão diferente e equilibrava as coisas. Foi ela quem convenceu meu pai a me deixar entrar no Conservatório", explicou. Na época, Maria tinha excelentes notas e poderia ter seguido para Medicina, área em que também se destacava em Biologia, mas escolheu o caminho artístico.

Com o tempo, a perspectiva de José Carlos Botelho Moniz começou a mudar. A herança familiar ligada à comunicação foi fundamental para essa transformação. "Venho de uma família de comunicadores. Minha família fundou o Rádio Clube Português, onde meu pai foi diretor-geral e trabalhou muitos anos na rádio. Por isso, apresentar programas o incomodava menos do que a ideia de eu ser atriz. Acho que ele compreendeu melhor esse caminho", contou.

Antes do grande momento, houve instantes significativos de reconhecimento. As participações em reportagens na SIC generalista foram acompanhadas com atenção pelo pai. "Ele me disse várias vezes que tinha muito orgulho em mim e guardo isso comigo", compartilhou Maria Botelho Moniz.

Contudo, a viragem decisiva aconteceria depois, já sem a presença dele. José Carlos Botelho Moniz faleceu em 2018, e em 2020 sua filha fez a transição para a TVI, em pleno período de pandemia. "Ele não viu o grande salto e isso me dói bastante. Meu grande salto profissional ele não presenciou", disse com emoção.

A apresentadora detalhou ainda essa fase transformadora de sua carreira: "Sou uma pessoa emocional, choro facilmente. Meu pai morre em 2018 e eu passo da SIC para a TVI em 2020 para fazer o Big Brother 2020. Um ano depois, estou fazendo daytime. O BB estreia em abril e em novembro me comunicam que, a partir de janeiro, vou fazer as manhãs com o Cláudio Ramos. Era o grande salto, tudo aquilo que sempre desejei fazer".

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