O luto que aproximou Juliana Leão da sua mãe

Juliana Leão continua a processar o luto pela morte da sua tia-avó, falecida em agosto do ano anterior. Diante dessa dor, a concorrente aceitou participar no "Desafio Final" da TVI como forma de se reconstruir nos planos emocional e pessoal.
A mulher que a criou durante grande parte da sua infância era muito mais do que família para Juliana. "Foi a pessoa que me criou a maior parte da minha vida e era o meu maior pilar e apoio. Achava que ela seria eterna porque é isso que nós tendemos a pensar quando temos alguém de família que nos é muito importante e eu fiquei muito triste", confessou.
O falecimento aconteceu de forma súbita e inesperada. Na altura dos acontecimentos, Juliana encontrava-se na Madeira, o que intensificou a dor e deixou marcas profundas. "Aconteceu tudo muito de repente. Eu estava na Madeira quando tudo aconteceu, tive que voltar rapidamente e, honestamente, ainda me estou a reconstruir emocionalmente", partilhou com a TV 7 Dias.
A tia-avó tinha 75 anos e desfrutava de excelente saúde e vitalidade. "Tinha 75 anos mas era uma mulher cheia de genica, andava de bicicleta, não tomava medicação", recordou Juliana com carinho. O falecimento deveu-se a um enfarte agudo do miocárdio.
Inicialmente, Juliana sentiu-se culpada por não ter estado presente. "Até eu ter o resultado da autópsia, como eu estava na Madeira, sentia-me culpada por não ter estado em casa com ela. Não sabia se teria feito alguma diferente eu estar e puder pedir socorro", explicou. Contudo, após receber os resultados e conversar com o seu médico de família, compreendeu que nada teria mudado. "Depois de ter o resultado da autópsia e de perceber com o meu médico de família percebi que não poderia ter feito nada. Gostava de ter estado lá com ela nos últimos momentos, mas por outro lado sinto que as coisas aconteceram assim, provavelmente para não ter um choque maior".
O luto deixou Juliana sem direção e perdida. Mas da tragédia surgiu algo inesperado: a morte da tia-avó aproximou-a novamente da mãe, com quem tinha rompido relações tempos antes.
Quando a propriedade onde morava foi colocada à venda pelos herdeiros, a situação obrigou a uma mudança. "Depois as pessoas que herdaram a casa decidiram que queriam vendê-la, e a casa onde moro. mas com isto voltei a ter uma relação com a minha mãe. Ela tem-me apoiado imenso e vai-me ajudar a vir conseguir morar para Lisboa", revelou.
A mãe foi a primeira pessoa a quem Juliana telefonou quando recebeu a notícia do falecimento. "Com o falecimento da minha tia a primeira pessoa a quem liguei foi à minha mãe, que é família e cresceu grande parte da vida dela com a minha tia. A minha tia-avó era irmã da mãe da minha mãe. Depois de ter comunicado o falecimento da minha tia, ela foi buscar-me ao aeroporto, fomos para Santo André e desde então que ela me tem apoiado em tudo", contou.
Agora, Juliana olha para o futuro com esperança renovada. "Espero que continue assim. Estou feliz por a ter na minha vida e temos que ter a capacidade de dar uma oportunidade e deixar certas coisas para trás", finalizou, mostrando-se otimista quanto à reconstrução da relação com a mãe.
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