sábado, 18 de julho de 2026

Nininho Vaz Maia enfrenta momento delicado com irmão envolvido em caso de violência policial

8 de maio de 2026
Nininho Vaz Maia
Nininho Vaz Maia

A situação judicial da família de Nininho Vaz Maia complica-se ainda mais. Mário Vaz Maia, irmão do cantor, vê-se agora envolvido numa investigação que envolve supostas práticas ilícitas dentro das instalações policiais da Esquadra do Rato, em Lisboa. O homem figura como arguido e está ligado a pelo menos uma das situações que as autoridades estão a examinar.

Vários polícias da PSP foram detidos na passada terça-feira, acusados de envolvimento em agressões violentas contra detidos, humilhações e condutas consideradas gravíssimas pelo Ministério Público.

O conteúdo que chocou até os advogados

Durante a investigação, foram analisados vídeos e fotografias partilhados num grupo designado "Grupo dos 69", onde supostamente aparecem registos de detenções acompanhadas de violência tanto física como psicológica. Surpreendentemente, até os próprios advogados que defendem os agentes acusados ficaram impressionados com aquilo que viram.

Os materiais visuais revelam alegados momentos em que pessoas detidas terão sofrido agressões e foram humilhadas dentro das dependências policiais, circunstâncias que agora integram a investigação judicial.

Nininho acompanha de perto o processo

O cantor compareceu esta quinta-feira no Campus de Justiça, em Lisboa, para acompanhar o caso que envolve o seu irmão. Os dois partilham o mesmo advogado na defesa. Segundo informações divulgadas, Nininho encontra-se "muito apreensivo" e emocionalmente afetado com tudo aquilo que está a acontecer com a sua família.

A situação torna-se ainda mais complicada porque o artista já enfrenta outras dificuldades legais, nomeadamente uma investigação relacionada com alegado tráfico de droga. O envolvimento do irmão neste novo escândalo deixou-o profundamente abalado.

Acusações que vão além da violência

O Ministério Público aponta para práticas consideradas ilegais por parte de alguns elementos da PSP. Para além das suspeitas de agressões contra detidos, existem indícios de manipulação de provas. Em alguns casos, droga teria sido "plantada" para fundamentar detenções.

A investigação revela também que detidos eram forçados a revelar os códigos de acesso aos seus telemóveis. Posteriormente, o conteúdo das mensagens seria lido em voz alta e distribuído entre os agentes envolvidos.

Outro episódio sob análise envolve um polícia que alegadamente encontrou 35 euros na bagageira de um automóvel durante uma operação. O agente terá guardado o dinheiro, colocando-o no seu próprio bolso.

Todos estes elementos continuam a ser investigados pelas autoridades competentes, enquanto o processo segue o seu curso.

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