sábado, 18 de julho de 2026

Por que o balão gástrico de Nufla não está a dar resultados

13 de maio de 2026
Flávia Monteiro, Nufla, Casa dos Segredos, Secret Story
Flávia Monteiro, Nufla, Casa dos Segredos, Secret Story

O insucesso do balão gástrico depende muito mais da disciplina alimentar do que se possa imaginar. Felipe Rodrigues, diretor clínico da Onyx, conversou com a TV 7 Dias e esclareceu como funciona este procedimento e porquê é que nem sempre atinge os resultados desejados.

Segundo o especialista, o processo é relativamente simples na sua descrição: "O paciente engole uma cápsula e nós insuflamos essa cápsula dentro do estômago. Esse balão permanece cerca de quatro meses e ajuda a diminuir a fome, uma vez que ocupa parte do estômago". Porém, a presença do dispositivo por si só não garante o sucesso.

A transformação dos hábitos quotidianos é absolutamente fundamental para que o tratamento funcione. O que muitos não sabem é que o período após a intervenção exige uma dedicação tremenda e restrições muito severas. "Se o paciente não cumprir a dieta especifica, o estômago acaba por dilatar e a pessoa pode continuar a aumentar de peso ou simplesmente não perder peso nenhum", explica Felipe Rodrigues.

O especialista reforça a dificuldade do processo: "Este é um procedimento muito chatinho de fazer porque o paciente tem que seguir uma dieta bem dura". A recuperação começa apenas com alimentos líquidos e apenas perto do final do processo é que se consegue ingerir alimentos sólidos, numa transição gradual e exigente.

No caso específico de Nufla, que tornou público o mal-estar vivido durante o tratamento, o clínico tem uma explicação para as náuseas que sentiu. "Grande parte desses enjoos que ela sentia é por comer errado, é muito comum", refere Felipe Rodrigues. Embora o balão possa causar algum desconforto, é frequentemente a ingestão de alimentos inadequados que provoca estes sintomas.

Mas há outro fator que o especialista considera ainda mais relevante: a componente psicológica. "Se for uma questão psicológica, que eu acredito que possa ser, então a pessoa acaba por comer não por fome, mas por uma questão psicológica", observa Felipe Rodrigues.

Quando se trata da situação de Nufla em particular, o diagnóstico do clínico é bastante claro e direto: "No caso dela acho que é mesmo uma questão mais psicológica". Para este profissional, a preparação emocional é o elemento que falta e que acaba por ser o principal obstáculo ao sucesso do tratamento.

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