Papa Leão XIV denuncia ciclo destrutivo que sacrifica educação e saúde em favor das elites

Desde a capital italiana, o Papa Leão XIV dirigiu um apelo veemente para a cessação dos conflitos que continuam a ceifar vidas humanas e a drenar investimentos essenciais para educação e saúde.
Ao observar a situação nos diferentes teatros de guerra, o Pontífice não poupou palavras ao descrever o cenário global. "O que se passa na Ucrânia, em Gaza, na Palestina, no Líbano, no Irão, retrata a progressão desumana da ligação entre conflito armado e tecnologias contemporâneas, numa dinâmica de destruição total", expressou com preocupação.
O Santo Padre reforçou uma mensagem de esperança, pedindo que os esforços se concentrem em direções opostas. "Que o conhecimento, a investigação e os recursos financeiros caminhem para o lado contrário: sim à vida, sim à proteção dos inocentes, sim à juventude, sim às comunidades que anseiam por paz e por justiça", declarou.
Numa crítica directa às políticas de rearmamento, Leão XIV questionou a semântica utilizada para justificá-las. Argumentou que não é possível designar como defesa um processo de acumulação armamentista que amplifica tensões e vulnerabilidades, ao mesmo tempo que reduz drasticamente os "recursos destinados a educação e cuidados de saúde" e concentra riqueza junto de "grupos privilegiados indiferentes ao interesse colectivo".
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