sábado, 18 de julho de 2026

Pedro Chagas Freitas bate recorde: 35 mil livros vendidos em três dias

25 de maio de 2026
pedro chagas freitas
pedro chagas freitas

O mais recente livro de Pedro Chagas Freitas conquistou os leitores numa velocidade impressionante: 35 mil cópias saíram das prateleiras em apenas três dias. O escritor português não escondeu a sua emoção perante este resultado extraordinário, deixando uma mensagem tocante sobre o impacto do feito.

"Não faço ideia de como agradecer. Não sei. Não sei habituar-me, nem sei se quero habituar-me, ao milagre de ser lido. Não passo de uma pessoa assustada a tentar esbracejar com as letras na mão. BENJAMIM E OS DIAS CHEIOS DE NADA vem da guerra oculta que começa quando todos acreditamos que o pior já passou: o pós-trauma, o pós-medo absoluto, o pós-hospital, o pós-guerra. Não o escrevi para impressionar ninguém. Para mim, escrever sempre foi, é cada vez mais, o mesmo que sobreviver. Comove-me que haja tantos milhares de pessoas dispostas a sobreviverem comigo, a aproximarem-se de um livro tão íntimo, tão vulnerável", partilhou o autor.

A nova obra aborda questões delicadas e profundamente humanas, explorando vivências marcadas pelo sofrimento, recuperação e autoconhecimento. Chagas Freitas detalhou ainda a riqueza emocional contida nas páginas do livro, ressaltando a multiplicidade de tonalidades narrativas que o caracterizam: "A alegria não é superficial. Aprendi-o nos corredores dos hospitais. Rir é pelo menos decidir para onde queremos olhar. Este livro tem tristeza, claro. Também tem humor, sátira, absurdo, e obviamente amor. É acima de tudo um livro contra o ódio. O ódio está barato, quase gratuito. Anda toda a gente zangada, anda toda a gente pronta para destruir. Também há 35 mil pessoas a juntarem-se a um livro que fala de fragilidade, de amor, de medo, de infância, de trauma, de ternura, de bondade, de riso."

Diante do êxito editorial, o escritor aproveitou para meditar sobre o momento atual e a importância de resistir aos sentimentos destrutivos: "Quero muito que estejamos todos a ficar fartos da brutalidade. A bondade aguenta: é isso o que ela faz. O cansaço cansa-a; ela aguenta. A estupidez avança; ela aguenta. A bondade continua a existir em tanta coisa, tanta coisa, até na forma generosa como recebem aquilo que escrevo".

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