Pedro Chagas Freitas Sucumbe ao Encanto de Bad Bunny

O concerto de Bad Bunny no Estádio da Luz deixou uma marca profunda em Pedro Chagas Freitas, que não resistiu a partilhar as suas reflexões sobre o impacto do evento nas redes sociais.
O escritor português descreveu Bad Bunny como "um encantador de algoritmos", expressando a sua admiração pela capacidade do artista em transformar o ambiente digital. "Fico tão feliz com isto. Normalmente, quando abrimos as redes sociais, deparamo-nos com raiva, humilhação pública, moralismo histérico, dedos apontados, ressentimento. O ódio tem um excelente engagement", comentou.
Durante o espectáculo, Chagas Freitas observou algo verdadeiramente incomum no seu feed. "Ontem foi diferente. Fiquei comovido. Durante algumas horas, o meu algoritmo foi preenchido por amor, por abraços, por pessoas emocionadas, por desconhecidos a chorarem juntos, a dançarem juntos, por gente a partilhar alegria", descreveu, sublinhando o contraste com a negatividade habitual.
O autor português não hesitou em caracterizar o artista porto-riquenho como "um hacker do bem". Revelou que não assistiu ao concerto pessoalmente, mas que tal não importava. "Não faço ideia se o som estava perfeito, se as luzes eram extraordinárias. Não sei nem quero saber. Aquele homem entrou no meu feed e implantou-lhe humanidade. Agradeço-lhe profundamente. Conseguiu pôr o algoritmo a distribuir ternura. Não é coisa pouca", afirmou.
Chagas Freitas aprofundou ainda a sua reflexão sobre o significado mais amplo do momento. Destacou a coragem que a ternura exige: "A ternura expõe-nos, obriga-nos a admitir que precisamos uns dos outros. Ontem, aqueles milhares perderam a vergonha toda. Disseram: precisamos uns dos outros. Precisarmos uns dos outros não é dependência; é humanidade básica. Ontem, em Portugal, a pessoa venceu a máquina. Obrigado, Benito".
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