Pedro Chagas Freitas alerta: a perfeição é uma ilusão perigosa

O novo livro de Pedro Chagas Freitas continua a gerar grande impacto, e o escritor resolveu aproveitar as redes sociais para divulgar um trecho marcante da sua obra "Benjamim e os dias cheios de nada".
Na publicação, Chagas Freitas expressa uma preocupação que o afeta profundamente: o medo daqueles que aparentam ser impecáveis. Segundo o autor, as pessoas que nunca erram, que sempre têm respostas prontas e mantêm uma postura irrepreensível representam um perigo silencioso. Na sua visão, a perfeição, quando observada com atenção, revela-se como uma mentira bem construída. O escritor defende que ninguém atravessa a vida sem cometer erros, sem amar incorretamente ou sem fracassar de forma humilhante. Os que insistem em ser perfeitos, afirma, estão simplesmente a negar a sua humanidade.
Chagas Freitas estende a sua crítica aos chamados gurus modernos – aqueles que prometem felicidade em fórmulas simplificadas de três passos e garantem iluminação sem nunca terem enfrentado verdadeiras dificuldades. Estes mentores vendem a ideia de que tudo depende apenas da mentalidade, que a tristeza é opcional e que o fracasso é culpa exclusiva de quem não se esforça o suficiente. O autor prefere as pessoas que tropeçam, que hesitam e que conseguem rir da sua própria desgraça em meio ao caos. Valoriza aqueles que carregam as cicatrizes da vida, que entendem que existir é uma série contínua de quedas e recomeços.
Para finalizar o seu pensamento, Pedro Chagas Freitas deixa uma conclusão provocadora: as pessoas perfeitamente corretas assustam-no porque sabe que não existem. E se existem, estão definitivamente a enganar.
Compare options


