sábado, 18 de julho de 2026

Tensão na SIC: Trabalhadores protestam contra reajustes milionários na cúpula

26 de maio de 2026
SIC, Programação, Logótipo, Programação da SIC, Audiências, Estamos em Casa, Diretor da CMTV, A Serra, Audiências, Não Há Crise, Telenovela
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Nesta segunda-feira, a Comissão de Trabalhadores da SIC divulgou um comunicado interno criticando duramente a proposta de revisão das remunerações dos órgãos de administração e fiscalização do grupo. O documento foi levado a votação hoje, 26 de maio, durante a Assembleia Geral.

Os representantes dos trabalhadores expressaram sua indignação com o que consideram uma contradição flagrante. Enquanto a empresa nega aumentos salariais aos funcionários, justificando-se com dificuldades financeiras e necessidade de contenção de custos, surge agora uma proposta que prevê aumentos generalizados para a gestão de topo, incluindo reforço dos mecanismos de remuneração variável.

"Esta opção transmite uma mensagem profundamente errada à organização: a de que existem recursos para valorizar a gestão de topo, mas não para reconhecer o esforço coletivo dos trabalhadores", alertou a estrutura representativa. A Comissão de Trabalhadores convocou os funcionários a aderir à greve geral marcada para 3 de junho.

Os números em jogo são expressivos. Segundo a proposta, o presidente do conselho de administração e da comissão executiva poderá ganhar 385 mil euros anuais, mais uma componente variável plurianual que pode chegar a seis vezes a remuneração mensal, dependendo do cumprimento de critérios estabelecidos. Os outros membros da comissão executiva receberão vencimentos fixos entre 189 mil e 254.800 euros, também com acesso a remuneração variável. No total, os gastos com administração e fiscalização podem duplicar, alcançando aproximadamente 1,2 milhões de euros.

A comissão executiva da SIC e da Impresa respondeu ao criticismo, lamentando que a Comissão de Trabalhadores não tenha buscado esclarecimentos antes de emitir o comunicado. A empresa esclareceu que a proposta partiu da Comissão de Remunerações, um órgão independente que a submeteu à apreciação e votação dos acionistas.

A administração argumenta que as mudanças salariais resultam, no conjunto, numa economia para a empresa. Segundo a mesma fonte, os reajustes decorrem do acréscimo de responsabilidades, seguindo uma prática transversal ao Grupo de associar aumentos a promoções. A empresa também sustenta que os vencimentos dos membros do Conselho de Administração estão alinhados com os valores praticados no mercado.

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