sábado, 18 de julho de 2026

Rúben Pacheco Correia revela momentos marcantes e conflitos nos bastidores da televisão portuguesa

27 de maio de 2026
José Eduardo Moniz, Rúben Pacheco Correia
José Eduardo Moniz, Rúben Pacheco Correia

A vida de Rúben Pacheco Correia na televisão portuguesa foi marcada por momentos inesperados e reviravoltas profissionais que moldaram sua carreira. Tudo começou com a publicação de "Comer à Moda dos Açores", um projeto que se tornou um ponto de viragem decisivo.

Através da editora ContraPonto, Pacheco Correia recebeu um convite para participar no programa de Cristina Ferreira na SIC em fevereiro de 2019, mais precisamente no dia 14, coincidindo com o Dia dos Namorados. A data tinha um significado especial: era o primeiro dia em que Cristina apresentava sozinha, após a saída de Cláudio Ramos no dia anterior. O comunicador recorda-se com humor de ter brincado com a mãe na véspera, dizendo que seria o "novo vizinho" da apresentadora. Na altura, admite nunca ter cozinhado antes de participar no desafio televisivo em direto.

Aquele momento deixou uma marca profunda: "Quando saí do programa tive a sensação de que algo tinha mudado na minha vida. E mudou", confessa.

Contudo, a saída de Cristina Ferreira da SIC trouxe consequências que o afetaram indiretamente. Pacheco Correia sente arrependimento pela forma como as coisas terminaram naquela estação. Explica que Daniel Oliveira o bloqueou, embora reconheça que a reação não foi dirigida a ele pessoalmente, mas sim a Cristina Ferreira. "Tenho pena porque a SIC foi a melhor experiência televisiva que tive até hoje. Adorei tudo na SIC", lamenta.

A experiência na TVI, em Queluz de Baixo, foi substancialmente diferente. Durante o período do programa "Cristina ComVida" conseguiu manter-se motivado pela relação positiva com a apresentadora, mas a falta de uma atmosfera familiar como tinha na SIC pesou-lhe. "A TVI é uma empresa", distingue, explicando que a decisão de sair surgiu naturalmente quando deixou de estar feliz.

O ponto crítico chegou com o documentário sobre Rabo de Peixe, que intensificou as tensões internas. José Eduardo Moniz tornou-se o centro de um conflito que começou com promessas não cumpridas. Pacheco Correia investiu aproximadamente 80 mil euros do seu próprio bolso neste projeto, viajando com uma equipa de dez pessoas para a Sicília e entre sete e oito para o Brasil. O processo incluiu contratos legais complexos com advogados brasileiros e italianos, todos devidamente remunerados.

A reunião com João Patrício e Hugo Andrade na TVI não correu como esperado. Apesar de João Patrício considerar o material mais adequado para a CNN, Moniz mostrou-se entusiasmado ao ver o trailer, afirmando que era "brutal" e que avançariam. Pacheco Correia solicitou 120 mil euros pelo projeto.

Após a apresentação do seu livro na Câmara de Lisboa, onde Moniz anunciou o documentário como uma aposta da TVI, a produtora pediu os ficheiros para iniciar a edição. Pacheco Correia recusou sem contrato assinado. A proposta que recebeu foi de apenas 50 mil euros, o que representaria prejuízo financeiro significativo.

Decidido a não aceitar estas condições, contactou a CMTV. Após apertar a mão a Carlos Rodrigues e fechar o acordo, Moniz respondeu ao seu email oferecendo os 120 mil euros iniciais mais um programa adicional. Porém, o compromisso com a CMTV já estava firmado. "Foi a melhor decisão da minha vida", conclui Pacheco Correia sobre a mudança de canal.

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