sábado, 18 de julho de 2026

Sandra Felgueiras defende liberdade no jornalismo: "Nunca serei corporativista"

3 de maio de 2026
Sandra Felgueiras
Sandra Felgueiras

Sandra Felgueiras aproveitou a celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado no passado domingo, para relembrar um episódio marcante de 2021. Na ocasião, João Galamba, então secretário de Estado, teceu críticas contundentes ao programa Sexta às 9, da RTP1, apresentado pela própria jornalista, utilizando expressões como "estrume" e "coisa asquerosa".

Em reflexão partilhada nas redes sociais, a comunicadora alertou para os perigos que ameaçam a liberdade de imprensa. "Há várias formas de limitar o jornalismo: da censura pública à prisão, o caminho é longo e gradualmente mais perigoso, mas é um caminho feito pelas democracias mascaradas que aspiram a ser de novo ditaduras", escreveu.

Felgueiras também chamou atenção para números preocupantes a nível global. De acordo com os dados que apresentou, existem atualmente "330 jornalistas presos no mundo", com China, Irão e Rússia a destacarem-se como os "países mais repressores".

Contudo, a jornalista foi além da censura tradicional, abordando formas mais subtis de pressão sobre a atividade jornalística. "Importa refletir sobre tantas outras formas de coação sobre a liberdade de imprensa, mas também sobre a responsabilidade de quem sendo jornalista não pode ser agente de lobbies instalados. Ser jornalista é ser livre. De qualquer agenda. De qualquer fonte que alimente manchetes e o bolso de alguns", argumentou.

Felgueiras enfatizou ainda a importância da responsabilidade profissional. "Informar implica ter esse sentido de responsabilidade que vai rareando porque muitos dos que se dizem jornalistas preferem o conforto da redação à inquietude de fazer o que devem", observou.

A conclusão foi perentória: "Nunca serei corporativista porque o corporativismo é um dos cancros que mais injustiças cria e que mais destrói a nossa frágil democracia".

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