Susana Blazer faz balanço crítico da sua passagem pelo Taskmaster: "Foi catastrófico"

Nem todos os artistas que passam pelo Taskmaster saem satisfeitos com o seu desempenho. Susana Blazer é uma delas — e não hesita em ser honesta sobre o assunto, mantendo a sinceridade e o humor que a definem. A atriz, reconhecida pelo público pela sua participação em Pôr do Sol na RTP 1, integra este sábado o painel de convidados do programa apresentado por Vasco Palmeirim e Nuno Markl — que conta ainda com Gilmário Vemba, Jessica Athayde, Diogo Valsassina e Isabela Valadeiro — e não se contém ao falar sobre a sua própria atuação. O termo que escolhe? "Catastrófico."
A criatividade que desapareceu
Durante as gravações, o grande obstáculo para Susana Blazer não foram as tarefas complicadas nem a rivalidade entre participantes — foi ela própria. A intérprete revelou ter sentido frustração com a ausência de criatividade que demonstrou nas várias provas, o que a incomodou especialmente porque considera esta uma característica que a define no seu dia a dia.
"Senti-me triste por não ter conseguido ter a criatividade que normalmente tenho. Preciso de regressar ao Taskmaster e mudar esta imagem", confessou em declarações à TV 7 Dias, deixando transparecer o desejo de uma nova oportunidade para demonstrar o seu verdadeiro potencial.
A ansiedade provocada pelo cronómetro foi um dos principais responsáveis pelo bloqueio mental. Numa das tarefas, pedia-se aos concorrentes para realizarem algo realmente impressionante — exatamente o género de desafio que deveria favorecer alguém com o perfil criativo de Susana. Porém, o nervosismo e o tempo a passar produziram o efeito inverso: a atriz ficou presa, as ideias não surgiram e o resultado ficou abaixo das suas expectativas.
"Dá vontade de gargalhar, mas no meu caso fiquei muito bloqueada, incapaz de encontrar uma solução ou sequer uma ideia do que fazer, sendo que sou normalmente bastante rápida na improvisação", partilhou com a mesma publicação, descrevendo uma prova em que o objetivo era produzir algo que gerasse comentários no dia seguinte. As possibilidades eram infinitas — mas foi precisamente essa multiplicidade de opções, combinada com a consciência de estar perante câmaras e os constrangimentos que isso representa, que a levou a um ciclo de bloqueio. "Depois tentava rir e não conseguia. Perdi o rumo", resumiu.
À semelhança de muitos outros convidados anteriores, Susana Blazer chegou ao Taskmaster como espectadora que já tinha acompanhado o formato — e saiu com a convicção de que essa perspetiva de observadora não prepara ninguém para a realidade de estar efetivamente no jogo.
"Realmente é muito mais complicado estando dentro do que apenas a ver de fora, e passar lá uma única vez é insuficiente. Para dominar o ritmo do programa é necessário estar lá mais vezes", argumentou, uma reflexão que confirma a experiência de convidados anteriores e que funciona igualmente como justificação para o regresso que tanto almeja.
Apesar da avaliação negativa que faz da sua própria participação, Susana não ocultava que a experiência foi verdadeiramente agradável — e que existe algo no carácter absurdo do formato que o torna fascinante, mesmo quando as coisas não correm como desejado. "Os desafios são realmente muito cómicos e nos obrigam a pensar diferente. Acaba por ser também angustiante porque temos que resolver tudo no menor tempo possível, mas esse stresse e essa pressa acabam por ser muito divertidos", partilhou com a TV 7 Dias.
O desafio da bola
O episódio de sábado do Taskmaster apresenta aos telespectadores um dos exercícios mais complexos e hilariantes da temporada atual. Os concorrentes enfrentarão a tarefa de fazer uma bola quicar e entrar num chapéu — com uma particularidade que torna o exercício um verdadeiro desafio: a bola tem de ressaltar precisamente três vezes em três superfícies distintas antes de chegar ao destino. Cada êxito obriga à seleção de novos objetos, demandando inovação contínua. A bola não pode ser manipulada após o lançamento, existe um prazo de 20 minutos e os participantes são forçados a utilizar a primeira bola com que tiverem contacto. Planeamento, criatividade e sorte constituirão elementos vitais — e os falhanços esperados prometem gerar tantas gargalhadas no público como tentativas falhadas.
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