sábado, 18 de julho de 2026

Teresa Guilherme critica "Desafio Final" e alerta: "Os reality shows estão a ser destruídos"

29 de maio de 2026
teresa guilherme dois as 10 tvi 2
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Teresa Guilherme permanece atenta à evolução dos programas de confinamento, mesmo após se afastar desta área em 2021. A comunicadora, reconhecida pela sua longa carreira nos reality shows, mantém uma visão crítica sobre os rumos que estes formatos têm tomado nos últimos tempos.

O programa "Desafio Final" prepara-se para exibir um momento tenso no domingo, 31 de maio, com o reencontro entre Catarina Miranda e Afonso Leitão, um encontro que surge na sequência de polémicas envolvendo traições. A decisão da estação de Queluz de Baixo em organizar este confronto não é consensual, especialmente para a comentadora da CMTV, que questiona a mistura entre eventos externos e a dinâmica do jogo dentro da casa.

"Surpreendeu-me que as pessoas se encontrem frente a frente dentro das casas desta maneira. Antigamente, os concorrentes não entravam para conversar assim; esperavam até saírem ou trocavam mensagens. As pessoas assistiam, mas não era deste jeito", explicou Teresa Guilherme, apontando para uma mudança significativa no formato.

A apresentadora considera que esta abordagem afasta-se do conceito original. "Quando soube da notícia, pensei que ele tinha dito algo sobre ela lá dentro e ela o confrontaria. Mas ela vai entrar para questionar o namorado, que está a jogar, sobre algo que descobriu lá fora, antes. Isto não faz sentido para mim. Aproveita-se a popularidade da Catarina, que tem muitos seguidores, mas desvirtua completamente o jogo", argumentou.

Para Teresa, o problema vai além deste caso específico. "Isto deixou de ser um reality show. Um reality show é um jogo que acontece dentro de uma casa. Agora há duas vertentes porque tudo é permitido. Isto destrói um reality show. Compreendem? As pessoas estão fechadas, mas já não estão", enfatizou.

A sua experiência em edições passadas serve de referência para comparações. "Nos meus tempos, quando os reality shows eram verdadeiramente reality shows, os pais não tinham permissão para entrar. Os filhos são adultos que escolhem participar e jogar. Não era justo aparecerem os pais a dar conselhos. Queriam vê-los, sim, para um abraço depois de algum tempo, mas não para dizer 'estás a fazer mal' ou 'isto está a acontecer lá fora'. O que se passa lá fora não se comenta", recordou.

As críticas expandem-se para a presença cada vez mais frequente das famílias e ao contacto permanente com o exterior, fatores que, na sua opinião, descaracterizam o formato. "Atualmente, banalizam tudo. Os pais, em geral, não deveriam ter direito a pedir ou exigir nada. Os filhos são maiores de idade, decidiram participar e isolar-se, esse era o princípio. Se continuarmos assim, em breve não existirão reality shows de verdade. A essência é ter pessoas fechadas 24 horas por dia, vigiadas por câmaras", sublinhou.

O contacto frequente com o exterior também preocupa a comunicadora. "Telefonam para a casa diariamente para fazer programas, o que considero um erro", acrescentou.

Ainda assim, Teresa reconhece uma particularidade no caso de Catarina Miranda. "Se dependesse de mim, ela teria uma vantagem por ter sido concorrente mais do que uma vez. Tem uma relação diferente com a casa, digamos que tem esse direito. Mas não é uma regra geral. Nunca a deixaria entrar para confrontar sobre algo que aconteceu na rua", concluiu.

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