Tiago Blela enfrenta perdas enquanto processa experiência na Casa dos Segredos

Desde que deixou a "Casa dos Segredos", Tiago Blela vive um período de grande visibilidade mediática. O jovem, que terminou o programa em quarto lugar, mantém a sua identidade ligada à música, ao skate e ao surf, mas o impacto da saída da casa mais vigiada do país alterou significativamente o seu quotidiano.
Em conversa com a TV 7 Dias, o artista descreve a sua experiência pós-confinamento como extraordinária. A magnitude do apoio público e o crescimento do interesse pela sua carreira musical surpreenderam-no completamente. "Foi um choque saber que tinha tanta gente a apoiar-me, que os meus seguidores estavam a subir imenso e que toda a gente já conhecia a minha música. Foi bom também saber que todas as pessoas da minha zona e até espalhadas por Portugal, estão orgulhosas da minha prestação, é super gratificante", partilha.
Para Tiago Blela, a liberdade ressurgiu como questão central na sua vida após semanas de isolamento. As atividades mais simples tornaram-se prioritárias: abraçar o seu cão Sky, estar perto da mãe, conviver com amigos. "Surfar, skatar, estar com os meus alunos, treinar, correr, sentir-me livre. Sem dúvida, a coisa que eu senti mais falta foi da liberdade", salienta.
A conversa também abordou o percurso de saúde do jovem, marcado por desafios significativos. Na infância, um vírus afetou o seu corpo aos sete anos, inicialmente confundido com dores de crescimento. Dois anos depois, a situação agravou-se dramaticamente, deixando-o incapacitado. "Passados dois anos, o vírus apoderou-se completamente das minhas pernas e eu fiquei sem andar. Sentia dores horríveis. Se eu contraísse só um bocadinho o músculo, era como se me estivessem a espetar uma faca na perna", relembra Tiago Blela, recordando como precisou reaprender a caminhar durante a infância.
Porém, o regresso à vida exterior trouxe também momentos de profunda tristeza. Duas perdas significativas marcaram o período pós-confinamento. Um dos seus melhores amigos sofreu um acidente de motocicleta em Lisboa, enquanto outro colega, que vivia no estrangeiro, tirou a própria vida. "Foram as piores notícias que eu tive desde que saí da casa. Foi super difícil reagir", confessa o músico e instrutor de skate.
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