sábado, 18 de julho de 2026

Trump volta à carga contra o Papa: "O Irão não pode ter armas nucleares, goste ele ou não"

6 de maio de 2026
Papa Leão XIV, Donald Trump
Papa Leão XIV, Donald Trump

Donald Trump voltou a dirigir-se diretamente ao Papa Leão XIV esta semana, deixando bem clara a sua posição: independentemente da opinião do pontífice, o Irão está vedado de possuir armas nucleares.

"É muito simples: quer ele goste ou não, o Irão não pode possuir uma arma nuclear. Ele pareceu sugerir que pode, e eu digo que não pode, porque se isso acontecesse, o mundo inteiro seria feito refém, e não vamos permitir que isso aconteça", afirmou o presidente norte-americano.

A tensão entre Trump e Leão XIV já vinha escalando há semanas. O Papa havia criticado publicamente a ameaça do presidente de destruir "uma civilização inteira" na sua confrontação com o Irão, considerando tal postura inaceitável.

Críticas à gestão papal

Em meados de abril, Trump já tinha atacado o Papa nas redes sociais, expressando insatisfação com o seu desempenho. "Acho que ele não está a fazer um bom trabalho. Acho que ele gosta de criminalidade. Não gostamos de um Papa que diga que não há problema em ter armas nucleares", disparou.

O presidente americano foi além e sugeriu mudanças na abordagem de Leão XIV. "Deveria recompor-se no seu papel de Papa, usar o bom senso, deixar de ceder à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa e não um político", argumentou Trump, alertando que este comportamento prejudica tanto o próprio Papa como a Igreja Católica.

Trump ainda avançou com uma teoria sobre a eleição do pontífice. Segundo o presidente, Leão XIV foi escolhido para o cargo precisamente por ser americano, numa estratégia para lidar com a sua administração. "Eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o Presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", garantiu.

Papa recusa o confronto

Leão XIV respondeu ao ataque de forma medida, recusando-se a ser arrastado para uma disputa pública. Durante uma conferência de imprensa num voo com destino a Argel, o pontífice foi claro: "Não sou um político e não quero entrar em debate com Trump".

Em vez de retaliar, o Papa reafirmou a sua missão espiritual. "A minha mensagem é o Evangelho e vou continuar a falar com firmeza contra a guerra", declarou, sublinhando que o seu objetivo permanece promover a paz, incentivar o diálogo e reforçar o multilateralismo entre as nações na busca de soluções para os problemas globais.

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