Verónica desabafa sobre conflitos no "Casados à Primeira Vista" e questiona falta de apoio do marido

Verónica Eusébio aproveitou uma passagem pelo "Passadeira Vermelha" para fazer um balanço crítico dos momentos vividos no "Casados à Primeira Vista", apontando o dedo a Andreia Négrier e Vítor Carneiro pela forma como agiram durante a gala de domingo anterior.
A instrutora de condução sentiu-se particularmente ferida com os julgamentos proferidos na Cerimónia de Compromisso. Segundo a sua perspetiva, houve uma ultrapassagem de limites quando se começou a comentar sentimentos alheios.
"Depois de ver este episódio, consegui perceber as pessoas mais um bocadinho ainda: percebi que Deus foi muito generoso comigo quando me permitiu comentar atitudes, coisas visíveis. Agora comentar sentimentos? Foi o que essas pessoas fizeram: elas julgaram durante toda a cerimónia, até o que eu estava a sentir," desabafou.
Verónica foi ainda mais incisiva ao detalhar o que a magoou profundamente. Acusou os seus críticos de desprezo pelas emoções e pelas dificuldades que enfrentou. "Julgar e dar opinião sobre uma coisa tátil, está ótimo. Agora, desprezar sentimentos, o que eu passei, os ataques nas redes sociais, a autoestima baixa… Consegui perceber muita coisa," afirmou.
O papel de Rui Filipe em questão
O seu companheiro de experiência também não escapou às críticas. Verónica lamentou a falta de apoio do marido durante os momentos mais complicados. Explicou que Rui Filipe optou por não se indispor com o grupo, evitando tomar partido abertamente do seu lado.
"Como exteriorizei, não me senti apoiada muitas vezes pelo Rui Filipe, porque ele não se quis indispor com o grupo. Ele acha que dar a opinião dele e ficar do meu lado faria com que se indispusesse com essas pessoas," referiu, citando uma frase de Sara Malcato sobre não estar verdadeiramente em lado nenhum quando se quer estar em todo o lado.
Energias incompatíveis e o afastamento gradual
A concorrente revelou que o seu distanciamento do grupo foi resultado de uma sensação crescente de desconexão. Verónica explicou que sentia energias que não a representavam e que, por isso, decidiu criar distância.
"Já há um tempo que estava a sentir energias com as quais não me identificava. Depois era aquilo de: eu podia caber ali, mas não significa que pertença ali. Posso caber e não pertencer. Quando é assim, afasto-me um bocadinho," descreveu.
Apontou Andreia e Vítor como responsáveis por essa atmosfera desconfortável e recordou um episódio específico envolvendo Elisabete, que a interrompeu quando tentava fazer um comentário positivo sobre Rui Pedro durante uma atividade.
A questão dos limites
Quando questionada sobre se a sua assertividade teria originado os conflitos, Verónica respondeu com convicção. Afirmou que apenas agora, através da experiência vivida, conseguiu compreender que aquilo que interpretavam como agressividade era, na verdade, apenas a imposição de limites necessários.
"Tenho sido criticada por muitas situações e quando olho para elas, eu só impus limites," concluiu.
A instrutora de condução encerrou o seu desabafo com uma pergunta que resume bem a sua posição: quando trouxe à discussão assuntos que a afetavam, como a questão da saída à noite do seu companheiro de experiência, tinha todo o direito e legitimidade para o fazer. Se o seu marido saía à noite e se sentia desconfortável, porque é que ela não tinha o mesmo direito de abordar o tema?
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