Tony Carreira abre as portas do seu estúdio num concerto intimista repleto de emoção

A Lux conversou com Tony Carreira após um espetáculo intimista carregado de sentimento. O concerto integrou-se na comemoração do Dia da Mãe e funcionou como palco de lançamento do tema Ternura, numa ocasião reservada a seguidores que participaram num sorteio especial, onde filhos partilharam narrativas dedicadas às suas mães.
Refletindo sobre o que vivenciou, o artista valorizou o aspeto singular da iniciativa: "Este evento teve um sabor muito especial para mim, por várias razões. A primeira, porque foi pensado para ser uma oferta dos filhos às suas mães. Depois porque, na realidade, foi a primeira vez que abri a porta do meu estúdio, o sítio onde passo grande parte do meu tempo, para um mini concerto". A ligação estabelecida com os presentes marcou profundamente, levando-o a sublinhar: "Eu sou uma pessoa de família, uma pessoa que gosta de estar próxima, mas nunca tinha cantado assim. Vou querer repetir!".
O evento funcionou igualmente como tributo às mães, fonte de inspiração para o seu novo trabalho discográfico. O músico revelou sentir a ausência de alguém muito importante: "Confesso que também gostaria muito de ter tido a minha mãe aqui presente, ela é uma pessoa especial, foi a minha grande fonte de ternura desde que me lembro de mim".
Ao mergulhar nas recordações da infância, Tony Carreira trouxe à memória momentos vividos numa pequena aldeia, particularmente o seu primeiro dia de escola: "Muitas, como todos nós. Mas há uma imagem que eu tenho, talvez daquelas memórias mais antigas que guardo, que é a do primeiro dia que fui à escola. Era uma aldeia pequena, os meus pais nunca tiveram a oportunidade de aprender a ler; por isso, poder ir à escola era uma coisa séria". O carinho materno nesse instante permanece indelével: "Eu estava muito nervoso, mas ela levou-me de mão dada e eu senti o enorme carinho e força que a minha mãe me estava a passar". Quanto ao presente, Tony Carreira assegurou: "É muito bom, sempre foi. A minha mãe é daquelas mulheres raras, eu acho. Almoço com ela sempre que posso, vivemos perto. Hoje, quando sair daqui, vou estar com ela".
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