Zulmira Garrido partilha o sofrimento do luto: "Desaparece a vontade de estar vivo"

A comentadora Zulmira Garrido abriu o coração num momento de grande emotividade, falando sobre uma das experiências mais dolorosas da sua vida: o falecimento do seu filho Eddie Ferrer em 2022, que morreu vítima de um aneurisma. O depoimento tocante ocorreu no programa Passadeira Vermelha, transmitido pela SIC Caras, na noite de segunda-feira, 27 de abril.
Durante a entrevista, a comentadora descreveu o efeito profundo e devastador que a morte do seu filho provocou, revelando que atravessou uma fase de fragilidade emocional intensa.
"Nunca me passou pela cabeça pôr fim à vida, mas também não fazia nada para continuar aqui. Cometi muitos excessos, era como se pensasse: para onde ele for, eu vou. Não havia limites, é a verdade. Perde-se mesmo a vontade de viver", desabafou, deixando transparecer a dor que permanece viva dentro dela.
Quando o tempo não traz alívio
Zulmira refletiu ainda sobre o caminho do luto, questionando a noção comum de que o tempo resolve todas as feridas:
"O tempo não ajuda muito", reforçou, destacando que a falta daquele que se ama continua presente de forma permanente.
Para melhor explicar como cada um vivencia o luto de forma única, Zulmira evocou uma história marcante do seu núcleo familiar, trazendo à memória o percurso dos seus avós.
Conforme partilhou, a sua avó passou décadas presa a um casamento cheio de sofrimento e dificuldades. Contudo, quando o marido faleceu, a paz tão esperada nunca chegou.
"A família acreditava que ela finalmente teria uns tempos serenos, mas não foi assim. Caiu numa depressão e morreu passado pouco tempo", revelou, explicando que a avó nunca conseguiu recuperar no plano emocional, desenvolvendo problemas de saúde que precipitaram o seu declínio.
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